Era um fim de tarde comum de inverno, a neve caia levemente na frente do hotel, a família Casagrande lamentava que ainda não tivessem recebido nenhum hospede, o hotel completamente vazio era uma tragédia, tudo bem que eles já haviam se acostumado com poucos hospedes no inverno, mas nenhum, até agora, era de se estranhar. Uma estranha movimentação começa fora do hotel, eram carros chegando, vários carros, e todos ao mesmo tempo, fato inédito, a direção do hotel acha muito bom que tenham pelo menos estes turistas, já é melhor que nada, agora que chegaram tantos, porque não poderiam chegar mais?
Aos poucos todos os hospedes vão descendo dos seus carros, alguns vieram de taxi, retiram as malas, eram sete pessoas no total, Júlia pede que a filha acorde José para ajudar com as malas, os turistas se dirigem para a recepção, ao entrarem notam um ambiente antigo, aconchegante, moveis antigos, decoração estilo século XVI, o cheiro doce do alecrim invade suas narinas, recebem as chaves de seus quartos, suas malas são levadas, tudo em perfeita ordem, ou melhor, quase tudo, exceto pelo garotinho de aparência de uns oito anos de idade que Maria nota correndo embaixo da mesa de jantar, correndo, correndo, até que ele para e começa a choramingar, choraminga um pouco e some, fato estranho, um garoto sumir, ela prefere não comentar com os outros hospedes, teria ficado louca?
Os hospedes sobem, cada qual para seu quarto, as instruções do hotel são claras, se quiserem podem dar uma passeada pelos arredores do hotel, porém não é recomendado, já que a noite chega logo e com ela sua escuridão que poderia dificultar a volta para o hotel, todos resolvem ficar em seus quartos aguardando o jantar, segundo a direção o jantar que é preparado por Alex é muito bom. Maria resolve descer até a recepção e perguntar sobre o garotinho, é Júlia quem a atende.
Os hospedes sobem, cada qual para seu quarto, as instruções do hotel são claras, se quiserem podem dar uma passeada pelos arredores do hotel, porém não é recomendado, já que a noite chega logo e com ela sua escuridão que poderia dificultar a volta para o hotel, todos resolvem ficar em seus quartos aguardando o jantar, segundo a direção o jantar que é preparado por Alex é muito bom. Maria resolve descer até a recepção e perguntar sobre o garotinho, é Júlia quem a atende.
- Vocês por acaso tem criança no hotel? – Perguntou Maria, com um ar tranquilo.
- Não, não temos, já tivemos sim, inclusive temos este que sumiu do hotel há alguns três anos, a mãe nunca mais achou a criança, todo ano ela volta e espalha cartazes de procura-se, como este – Aponta um cartas logo acima de sua cabeça. Maria se espanta, não era possível, a semelhança era tremenda, não haviam duvidas que eram as mesmas pessoas, mas como o garoto poderia não ter sido visto mais, e ao mesmo tempo, estar correndo embaixo da mesa de jantar do hotel? Como ele poderia manter a mesma aparência durante três anos? Definitivamente aquilo era estranho.
- Algum problema Maria? – Júlia pergunta percebendo o espanto da hospede.
- Não, nada com o que se preocupar, vou indo. – Ao falar isto vira as costas e sobe para seus aposentos.
Passadas quase Três horas da chegada dos turistas, o jantar estava pronto, todos os hospedes são convidados a descer, Maria prefere não descer e fica em seu quarto pensando sobre o ocorrido. Já nas mesas de jantar, a comida é servida, temos strogonoff de carne, bifes a milanesa, arroz branco e feijão preto, para beber os hospedes tinham a opção de suco de laranja ou de maracujá. Cada qual faz seu prato e se sentam para comer, um pouco de conversa, as pessoas procuram se conhecer mais umas as outras, o repórter tenta conversar com Paulo, porem este não quer conversa, não ali no hotel, enquanto jantam, uma nevasca começa a cair do lado de fora, o barulho da nevasca faz o barulho da conversa aumentar, depois de todos terem comido, a direção informa que não seria possível sair do hotel durante esta noite devido à nevasca.
Todos sobem para seus quartos e cansados da viagem dormem. Maria demora um pouco mais a dormir porque fica pensando nas possibilidades, os porquês, as formas, tudo sobre o misterioso garoto, até que ela conclui que não adiantaria muito pensar, e dorme.

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