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sábado, 1 de maio de 2010

Eucaliptos - Final

Luiz e Carlos, acordam no meio das arvores centenárias novamente, é noite, aconteceria tudo novamente? Luiz percebe algo embaixo de seus pés, é uma folha, ele pega e vê que é um jornal, a data é de 12/12/2010, engraçado, a festa havia sido dia 10/12/2010. Se passaram dois dias? Era um jornal local da cidade onde eles moravam, e na primeira página havia uma notícia perturbadora. "Jovens morrem em acidente depois de voltar de uma festa, a colisão com uma arvore fora da pista foi fatal, ambos morreram na hora." E ali havia uma foto dos dois. Ele entrega para Carlos que lê a notícia também. A loira e a velha aparecem do lado de fora do carro, sem perseguições agora, apenas um sorriso no rosto.


Explicações

Carlos e Luiz descem do carro e agora entendem tudo o que passaram, eles estavam mortos, apenas não haviam percebido isto, elas também estavam mortas, mas estavam tão tristes pelo que fizeram uma a outra, que queriam alguém para fazerem a última grande aventura juntas, estes dois morreram quase na mesma hora que elas, então elas tentaram contata-los, mas como não haviam percebido que estavam mortos, acharam que estavam querendo lhes matar.
Agora que aceitaram a verdade, estão livres para viverem sua última aventura.

Eucaliptos - Ajuda

A estrada estava livre novamente, que diabos tinha sido aquela noite, estavam vivos e a salvo agora, era o que pensavam. O pé de Carlos ainda doía muito, prova de que nada tinha sido apenas um sonho. Eles avistam um jipe vindo na estrada, estavam com sorte. O motorista do jipe ao ver os dois perdidos na estrada, para e oferece ajuda, eles aceitam e sobem no jipe.

O motorista pergunta o que aconteceu com eles, luiz diz que apenas se perderam nas matas além do atalho, ele da uma risada e diz que é muito difícil alguém se perder naquela vegetação. Carlos pergunta o que ele estava fazendo por ali, então vem a surpresa, ele conta que ontem de madrugada, sua mãe e sua irmã brigaram feio, a mãe matou a filha com uma facada na cabeça depois de ter o jugular perfurada pela filha, e agora ele estava indo para o hospital. Luiz sem pensar duas vezes segura Carlos e pulam do jipe, sem dúvida eram a loira e a velha as duas a quem o motorista se referia. Ao bater no chão ambos desmaiam, o motorista fica sem entender mas continua seu caminho.

Eucaliptos - Na Cabana

Depois de algum tempo, luiz decide entrar na cabana, abre a porta com todo o cuidado, mas inevitavelmente ela range. Apenas um candelabro com velas ilumina a pequena sala, mas é o suficiente para luiz perceber um alçapão, as paredes são feitas de madeira, e ela não está pintada nem no interior da casa, o vento que entra pela porta aberta faz a chama das velas balançarem. Nada habita aquela sala, bem, pelo menos até agora.

Depois de tomar alguma coragem, Luiz segue adiante na casa, vai até o alçapão e abre-o, começa a descer as escadas lentamente, cuidando onde pisa, a luz vai ficando cada vez mais fraca, até ele não poder ver praticamente nada. Ele chama pelo nome de Carlos e escuta um gemido. Alguns segundos depois do gemido várias tochas se acendem, iluminando totalmente o porão.

Consegue ver Carlos deitado e caido no chão de terra, todo sujo, e mais ninguém ali, coloca-o nas costas e vai subindo as escadas com ele, quando termina de subir, vê a loira vestida e sem ferimentos brigando com uma velha, também vestida e sem ferimentos, ambas portam peixeiras, ele tenta passar despercebido pelas duas e consegue, mas quando estava saindo, vê de canto de olho, a loira consegue enfiar a peixeira na garganta da velha, produzindo um grande sangramento, ainda semi-consciente esta enfia a faca na cabeça da loira, que também cai ferida no chão. Agora ele sabia como os ferimentos tinham se originado, mas porque ele os viu sendo feitos agora, se no primeiro encontro já estavam lá?

Depois de alguns segundos caídas, ambas notam a presença dos amigos e começam a rastejar na direção deles, o sol está nascendo à leste, falta pouco. Luiz começa a correr o mais rápido que pode, em qualquer direção, por surpresa, ele chega no carro, a loira e a velha agora já não rastejam mais, correm atrás deles também, quando ela finalmente vai alcançar Luiz, o sol nasce e os banha com a aconchegante luz do dia, a loira e a velha somem. As arvores começam a diminuir, como se estivessem voltando no tempo. Até parecia que eles haviam escapado da morte.

Eucaliptos - Carlos Narra a História

A Neblina subiu extremamente rápido, em alguns momentos não via mais Luiz, foi quando a loira totalmente ensangüentada devido a um ferimento na cabeça se aproximou rastejando. Não houve tempo de esboçar reação, ela apertou e puxou seu calcanhar tão fortemente que ele quase se separou da perna, devido a extrema dor Carlos desmaiou.

Foi acordar algum tempo depois em um local totalmente escuro, ele não via nada, a dor ainda era muito forte, mal conseguia se arrastar, apesar de não ver ele sabia que a loira estava ali com ele, sentia a presença dela, não sabia o porque, mas sentia.

Também sente que ela esta se aproximando, se aproxima tanto que se uma quantidade mínima de luz entrasse ali ele poderia vela, mas o local parece ser totalmente isolado da luz, então ele apenas sente ela lhe abraçar, o contato com o sangue é repulsivo, e o abraço não é normal, mais lhe parece uma pessoa desesperada por estar com ele, não um sentimento de afeto, mas uma necessidade de estar ali. Ela o solta e deixa ele sujo de sangue também, exatamente neste momento ele ouve um barulho de porta rangendo.

Eucaliptos - Na Mata

Agora Luiz estava mais perdido ainda, sem seu amigo, não tinha a mínima idéia do que fazer, sem perceber ele começa a perambular pelas arvores, quando nota, já está perdido, as arvores são exatamente iguais, como se fossem as mesmas, ótimo, agora ele esta perdido e não consegue de forma alguma saber em que direção esta o carro, como vai saber que não esta andando em círculos, ou mais, o que a loira queria com seu amigo, vira ela atrás dele também?

Talvez se ele marcar as arvores, talvez assim saiba por onde passou, começa a arranhar as arvores, seria uma boa idéia, se as marcas não desaparecessem alguns segundos depois de feitas. Apavorado ele decide apenas andar, deixar que seus instintos o guiem.

A neblina oscila entre trinta centímetros e um metro de altura. Ele anda por várias horas sem nada acontecer, já quase desistindo de seu amigo ele vê uma cabana feita de madeira, sem janelas, apenas uma porta na frente, estava fechada. Ao olhar nas arvores acima ele toma um susto, vários corpos pendurados nas arvores envolta da cabana, ele reconhece não apenas o seu corpo, mas o deu seu amigo também estava ali.

Mas que merda era aquela? Ele estava vivo, como seu corpo poderia estar ali? Ele também nota que no corpo de seu amigo o pé estava muito roxo, como se algo tivesse quase o separado da perna.

Eucaliptos - A Loira

    Algum tempo depois de as portas serem trancadas eles ainda não haviam criado coragem de sair do carro, nada acontecia lá fora, até agora, a neblina volta a subir, cobre a visão deles, não conseguem ver o que acontece fora do carro, as portas do carro abrem, estão agora expostos ao ambiente exterior, congelados de medo não esboçam reação, está tudo muito quieto do lado de fora, ouve-se um estalo e uma loira semi-nua e coberta de sangue aparece na porta de Carlos, ele grita e fica paralisado de medo, o sangue escorre de um ferimento na cabeça, ela aponta para ele e tenta entrar dentro do carro, quando ele tem a brilhante idéia de dar um chute na loira, por incrível que pareça a forma espectral leva o golpe e cai para fora do carro, tempo suficiente para Carlos fechar suas portas, Luiz finalmente esboça reação e fecha as portas da frente. A neblina volta a sumir e com ela some a loira.

    O que está acontecendo ali? Desde quando fantasmas são atingidos por chutes? Nada faz sentido, desde quando arvores enormes crescem em segundos? Os dois amigos estão apavorados e não sabem o que fazer, se ficarem dentro do carro correm o risco de na próxima vez não terem tempo de fechar as portas, ou melhor, de não conseguirem fecha-las. Decidem sair do carro e ver o que encontram na floresta que se ergueu. Má idéia? Talvez sim, talvez não.

    Sem saberem no que estavam se metendo, resolvem sair do carro, olham envolta, não vêem nada. Andam por cerca de 5 minutos olhando a mata, procurando uma forma de sair dali, não existe forma de sair dali, estão presos. Após constatarem este fato a neblina volta a subir, desta vez não há tempo para correr até o carro, a neblina subiu até a altura de suas cabeças, não conseguem nem verem um ao outro.
Carlos grita, tudo acontece muito rápido, depois de seu grito a neblina some muito rapidamente, Luiz volta a ver, ele não se distanciou quase nada do carro, porem seu amigo sumiu, olha para todos os lados, não acha seu amigo, grita várias vezes pelo nome de seu amigo, mas ele não está mais ali.

sábado, 3 de abril de 2010

Inverno em Bariloche - Amanhece

O sol começa a aparecer no horizonte, raios invadem os quartos da fachada leste do hotel, Paulo acorda, seus braços doem, como se tivesse feito esforço físico durante a madrugada, não se lembrava de nada, seus pés estão sujos de poeira, como se tivesse andando descalço pelo hotel, mas não se lembra nem se quer de levantar da cama, ele fica assustado com isto, preocupado em aparecer com os pés sujos logo de manhã vai ate o banheiro do quarto e toma um banho. Adenílson é o primeiro a sair do quarto, vai até o corredor, e nota que as mesas da sala de jantar lá embaixo estavam formando um “A”, que diabos era aquilo? Ele acorda sua mulher, Manoela, ela da um grito quando vê aquilo, os outros hospedes saem do quarto e se deparam com a mesma cena, alguns surpresos, Paulo mais ainda, será que foi ele quem fez aquilo?
- Algum engraçadinho bateu na porta do meu quarto ontem de madrugada, eu corri e abri a porta, a tempo de ver a porta do seu quarto fechando – Diz Cleusa apontando para Paulo.
- A porta do meu quarto? Não é possível, eu dormi durante toda a noite, acordei na minha cama, hoje pela manhã, tenho a certeza de que não fui eu senhora – Se defende ele, porem pensando nos braços doloridos e nos pés sujos.
- Eu ainda vou descobrir quem foi – Retruca ela.
- Acalmem-se, talvez podemos pensar o porque de “A” – Paulo tenta intervir.
- Não deve ser nada, apenas um engraçadinho – Diz Adenílson

            Neste momento, João avista as mesas em “A”, e pergunta quem fez aquilo, os hospedes dizem que não sabem, então ele pede ajuda e todos arrumam as mesas, que o café da manhã está pronto, todos começam a comer, apesar da agitação ficam quietos, preferem não comentar sobre as batidas  na porta com João. Paulo nota que todos os funcionários do hotel estavam presentes, menos o cozinheiro Alex, provavelmente ele come depois em sua cozinha. Como sempre, a comida estava deliciosa. Depois de comerem Júlia informa que a neve já chegou a um metro e a nevasca continua, por isso é impossível sair do hotel, estão todos isolados lá. Este tipo de nevasca nunca aconteceu antes, a tempestade está ficando cada vez pior, o telefone já apresenta ruídos ele informa.

Inverno em Bariloche - Madrugada

     Já era de madrugada, o silêncio reinava o hotel, o único barulho era da nevasca caindo, agora com menos intensidade, eram cerca de três horas da manha, uma porta se abre, uma pessoa sai de se quarto, descalça, usando apenas roupa de baixo, olhos abertos ou fechados? Na escuridão do corredor não se era possível determinar. A figura desce as escadas lentamente, ao chegar à sala de jantar, começa a arrastar as mesas e as cadeiras, parece que quer formar algum desenho. Bruno acorda, escuta o barulho de moveis sendo arrastados no andar inferior, sente medo, toma coragem e vai até o corredor, chega à beirada da escada, e devido a pouca luminosidade da recepção nota que a figura de um homem estava empurrando as mesas e cadeiras, treme da cabeça aos pés, e pondera se seria seguro descer, pensou em gritar para a pessoa lá embaixo, mas não, não ousaria. Toma coragem para descer, está decidido, começa a descer as escadas lentamente, procurando não fazer barulho, seu olho esquerdo detecta um vulto flutuando, por um rápido momento apenas, e a coisa some, ele pensa que foi apenas imaginação, continua a descer a escada, mais três passos, para e começa a subir a escada novamente, volta para seu quarto, deita-se na cama e volta a dormir.

     A figura continua seu trabalho lá embaixo, termina de arrumar as mesas e começa a subir a escada novamente, ao chegar ao corredor dos quartos, da três batidas fortes na porta de três hospedes, Cleuza acorda assustada, bateram na porta de seu quarto, ela corre e abre a porta, porem a única coisa que consegue ver é a porta do quarto de Paulo se fechando. Ela acha melhor ficar quieta e voltar a dormir, tirar satisfações a esta hora da madrugada não seria uma boa coisa.

     Adenílson estava em uma clareira, um local muito bonito, uma cachoeira ao fundo, mata de pinheiros ao redor, ainda era dia, o sol estava a pino, a noite cai com velocidade surpreendente, algo rasga a lona da barraca, um grito, Adenílson acorda sobressaltado e com o coração acelerado, não passou de um pesadelo, volta a dormir.

sábado, 20 de março de 2010

Eucaliptos - O Carro parou

Carlos estava voltando de uma festa com seu amigo Luiz, apesar de o carro ser de Carlos, Luiz quem dirigia. Já estava tarde, duas e meia da manhã, eles precisavam chegar a suas casa rápido, decidem pegar um atalho, o atalho não é nada alem do comum, poucas árvores ao redor da pista, já tinham passado ali várias vezes.

Entram no atalho e dirigem quase meia hora, quando o carro para, Carlos decide descer e dar uma olhada no motor, nada de estranho, estava tudo normal ele volta e diz que está tudo normal, tentam fazer  funcionar e nada, Carlos pega a lanterna no porta-luvas e desce para dar uma olhada melhor, checa tudo, era mecânico, óleo, gasolina, tudo normal, não sabiam por que não pegava.

Permanecem os dois dentro do carro tentando fazer funcionar e esquecem de olhar envolta, quando Luiz olha, solta um grito, não era possível, eucaliptos centenários haviam crescido ao entorno da estrada, uma mata densa e com corredores no meio das árvores, ficam apavorados e decidem se trancar dentro do carro.

Depois de algum tempo sem nada acontecer, as árvores continuavam lá, não havia modo de voltar com, eles agora estavam no meio de uma clareira em uma floresta que cresceu em instantes, árvores para todos os lados, Luiz resolve descer do carro, afinal não tinha acontecido nada, quando desce, percebe que uma leve neblina está se formando no chão, tem a altura de seus pés, mas ele ainda os vê, em poucos segundos a neblina fica densa e ele não vê mais os pés.

Carlos grita assustado de dentro do carro, e aponta para trás, quando Luiz olha leva um susto, uma forma espectral rasteja na neblina em sua direção, a neblina sobe e fica mais densa, a forma some na densa neblina, Luiz corre para dentro do carro, entra e tranca as portas.

Inverno em Bariloche - Chegada no Hotel

Era um fim de tarde comum de inverno, a neve caia levemente na frente do hotel, a família Casagrande lamentava que ainda não tivessem recebido nenhum hospede, o hotel completamente vazio era uma tragédia, tudo bem que eles já haviam se acostumado com poucos hospedes no inverno, mas nenhum, até agora, era de se estranhar. Uma estranha movimentação começa fora do hotel, eram carros chegando, vários carros, e todos ao mesmo tempo, fato inédito, a direção do hotel acha muito bom que tenham pelo menos estes turistas, já é melhor que nada, agora que chegaram tantos, porque não poderiam chegar mais?

Aos poucos todos os hospedes vão descendo dos seus carros, alguns vieram de taxi, retiram as malas, eram sete pessoas no total, Júlia pede que a filha acorde José para ajudar com as malas, os turistas se dirigem para a recepção, ao entrarem notam um ambiente antigo, aconchegante, moveis antigos, decoração estilo século XVI, o cheiro doce do alecrim invade suas narinas, recebem as chaves de seus quartos, suas malas são levadas, tudo em perfeita ordem, ou melhor, quase tudo, exceto pelo garotinho de aparência de uns oito anos de idade que Maria nota correndo embaixo da mesa de jantar, correndo, correndo, até que ele para e começa a choramingar, choraminga um pouco e some, fato estranho, um garoto sumir, ela prefere não comentar com os outros hospedes, teria ficado louca?

Os hospedes sobem, cada qual para seu quarto, as instruções do hotel são claras, se quiserem podem dar uma passeada pelos arredores do hotel, porém não é recomendado, já que a noite chega logo e com ela sua escuridão que poderia dificultar a volta para o hotel, todos resolvem ficar em seus quartos aguardando o jantar, segundo a direção o jantar que é preparado por Alex é muito bom. Maria resolve descer até a recepção e perguntar sobre o garotinho, é Júlia quem a atende.
- Vocês por acaso tem criança no hotel? – Perguntou Maria, com um ar tranquilo.
- Não, não temos, já tivemos sim, inclusive temos este que sumiu do hotel há alguns três anos, a mãe nunca mais achou a criança, todo ano ela volta e espalha cartazes de procura-se, como este – Aponta um cartas logo acima de sua cabeça. Maria se espanta, não era possível, a semelhança era tremenda, não haviam duvidas que eram as mesmas pessoas, mas como o garoto poderia não ter sido visto mais, e ao mesmo tempo, estar correndo embaixo da mesa de jantar do hotel? Como ele poderia manter a mesma aparência durante três anos? Definitivamente aquilo era estranho.
- Algum problema Maria? – Júlia pergunta percebendo o espanto da hospede.
- Não, nada com o que se preocupar, vou indo. – Ao falar isto vira as costas e sobe para seus aposentos.

Passadas quase Três horas da chegada dos turistas, o jantar estava pronto, todos os hospedes são convidados a descer, Maria prefere não descer e fica em seu quarto pensando sobre o ocorrido. Já nas mesas de jantar, a comida é servida, temos strogonoff de carne, bifes a milanesa, arroz branco e feijão preto, para beber os hospedes tinham a opção de suco de laranja ou de maracujá. Cada qual faz seu prato e se sentam para comer, um pouco de conversa, as pessoas procuram se conhecer mais umas as outras, o repórter tenta conversar com Paulo, porem este não quer conversa, não ali no hotel, enquanto jantam, uma nevasca começa a cair do lado de fora, o barulho da nevasca faz o barulho da conversa aumentar, depois de todos terem comido, a direção informa que não seria possível sair do hotel durante esta noite devido à nevasca.

Todos sobem para seus quartos e cansados da viagem dormem. Maria demora um pouco mais a dormir porque fica pensando nas possibilidades, os porquês, as formas, tudo sobre o misterioso garoto, até que ela conclui que não adiantaria muito pensar, e dorme.