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sábado, 1 de maio de 2010

Eucaliptos - A Loira

    Algum tempo depois de as portas serem trancadas eles ainda não haviam criado coragem de sair do carro, nada acontecia lá fora, até agora, a neblina volta a subir, cobre a visão deles, não conseguem ver o que acontece fora do carro, as portas do carro abrem, estão agora expostos ao ambiente exterior, congelados de medo não esboçam reação, está tudo muito quieto do lado de fora, ouve-se um estalo e uma loira semi-nua e coberta de sangue aparece na porta de Carlos, ele grita e fica paralisado de medo, o sangue escorre de um ferimento na cabeça, ela aponta para ele e tenta entrar dentro do carro, quando ele tem a brilhante idéia de dar um chute na loira, por incrível que pareça a forma espectral leva o golpe e cai para fora do carro, tempo suficiente para Carlos fechar suas portas, Luiz finalmente esboça reação e fecha as portas da frente. A neblina volta a sumir e com ela some a loira.

    O que está acontecendo ali? Desde quando fantasmas são atingidos por chutes? Nada faz sentido, desde quando arvores enormes crescem em segundos? Os dois amigos estão apavorados e não sabem o que fazer, se ficarem dentro do carro correm o risco de na próxima vez não terem tempo de fechar as portas, ou melhor, de não conseguirem fecha-las. Decidem sair do carro e ver o que encontram na floresta que se ergueu. Má idéia? Talvez sim, talvez não.

    Sem saberem no que estavam se metendo, resolvem sair do carro, olham envolta, não vêem nada. Andam por cerca de 5 minutos olhando a mata, procurando uma forma de sair dali, não existe forma de sair dali, estão presos. Após constatarem este fato a neblina volta a subir, desta vez não há tempo para correr até o carro, a neblina subiu até a altura de suas cabeças, não conseguem nem verem um ao outro.
Carlos grita, tudo acontece muito rápido, depois de seu grito a neblina some muito rapidamente, Luiz volta a ver, ele não se distanciou quase nada do carro, porem seu amigo sumiu, olha para todos os lados, não acha seu amigo, grita várias vezes pelo nome de seu amigo, mas ele não está mais ali.

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