Depois de algum tempo, luiz decide entrar na cabana, abre a porta com
todo o cuidado, mas inevitavelmente ela range. Apenas um candelabro com
velas ilumina a pequena sala, mas é o suficiente para luiz perceber um
alçapão, as paredes são feitas de madeira, e ela não está pintada nem no
interior da casa, o vento que entra pela porta aberta faz a chama das
velas balançarem. Nada habita aquela sala, bem, pelo menos até agora.
Depois
de tomar alguma coragem, Luiz segue adiante na casa, vai até o alçapão e
abre-o, começa a descer as escadas lentamente, cuidando onde pisa, a
luz vai ficando cada vez mais fraca, até ele não poder ver praticamente
nada. Ele chama pelo nome de Carlos e escuta um gemido. Alguns segundos
depois do gemido várias tochas se acendem, iluminando totalmente o
porão.
Consegue ver Carlos deitado e caido no chão de terra, todo
sujo, e mais ninguém ali, coloca-o nas costas e vai subindo as escadas
com ele, quando termina de subir, vê a loira vestida e sem ferimentos
brigando com uma velha, também vestida e sem ferimentos, ambas portam
peixeiras, ele tenta passar despercebido pelas duas e consegue, mas
quando estava saindo, vê de canto de olho, a loira consegue enfiar a
peixeira na garganta da velha, produzindo um grande sangramento, ainda
semi-consciente esta enfia a faca na cabeça da loira, que também cai
ferida no chão. Agora ele sabia como os ferimentos tinham se originado,
mas porque ele os viu sendo feitos agora, se no primeiro encontro já
estavam lá?
Depois de alguns segundos caídas, ambas notam a presença
dos amigos e começam a rastejar na direção deles, o sol está nascendo à
leste, falta pouco. Luiz começa a correr o mais rápido que pode, em
qualquer direção, por surpresa, ele chega no carro, a loira e a velha
agora já não rastejam mais, correm atrás deles também, quando ela
finalmente vai alcançar Luiz, o sol nasce e os banha com a aconchegante
luz do dia, a loira e a velha somem. As arvores começam a diminuir, como
se estivessem voltando no tempo. Até parecia que eles haviam escapado
da morte.
sábado, 1 de maio de 2010
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